Ocupações dos leitos hospitalares têm 'boom' e estão nos níveis amarelo em BH


"Estamos aqui para avisar que o termômetro está subindo, tá legal. Ninguém tem medo de fechar a cidade", declarou Kalil
Por DA REDAÇÃO
25/11/20 - 13h15
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Kalil e integrantes do Comitê de Combate à Covid

Foto: Ramon Bittencourt



Todos os parâmetros avaliados para definir os rumos da flexibilização em Belo Horizonte estão nos níveis amarelo, informou a prefeitura nesta quarta-feira (25). A taxa de ocupação dos leitos de enfermaria e UTI, que até então estava sob controle, saltou para o nível de alerta.

"Se a gente for pegar os leitos de UTI hoje utilizados para Covid e os leitos de enfermaria reais desativados à Covid-19 temos uma ocupação 60,2% de UTI do SUS, e 64,1% de enfermaria. Os três indicadores estariam hoje amarelos", explicou o secretário de Saúde, Jackson Machado.

Na terça-feira (24), conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SES), a lotação dos leitos de enfermaria e UTI estava em 38,1% e 40,4%, respectivamente. Há uma semana, apenas 30,7% das vagas de enfermaria e 33,5% dos leitos de UTI estavam ocupadas.

A taxa de transmissão da Covid-19, que está em 1,08, também indica nível de alerta. Acima de 1,2 entra no nível vermelho, o mais grave da pandemia.

Mesmo com a aceleração da pandemia, o prefeito Alexandre Kalil optou por flexibilizar e estender o horário de funcionamento do comércio em alguns dias. Contudo, ele garantiu que vai apertar o cerco na fiscalização e fechar os estabelecimentos que desobedecerem às regras.

"Estamos seguindo as regras de março. Estamos aqui para avisar que o termômetro está subindo, tá legal. (...). Aqui não tem nenhum covarde, ninguém tem medo de fechar a cidade", avisou Kalil.

Ele e os representantes que fazem parte do Comitê de Combate à Covid reforçaram que é preciso seguir as recomendações de biossegurança para frear o contágio do vírus.

1º livro de memórias de Obama deve se tornar o mais vendido de um presidente


'Uma Terra Prometida' vendeu quase 890 mil cópias nos Estados Unidos e no Canadá nas primeiras 24 horas depois de seu lançamento mundial, na terça (17)
Por ESTADÃO CONTEÚDO
19/11/20 - 14h46
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Obama questionou como os líderes republicanos continuam apoiando Donald Trump

Foto: SAUL LOEB / AFP


"Uma Terra Prometida", primeiro volume (de três) do livro de memórias do ex-presidente Barack Obama, vendeu quase 890 mil cópias nos Estados Unidos e no Canadá nas primeiras 24 horas depois de seu lançamento mundial - na terça, 17. Com isso, ele pode se tornar o livro de memórias de um presidente mais vendido da história.

Esse total de 890 mil exemplares vendidos inclui também pré-venda, e-book e audiolivro, segundo a Penguin Random House. No Brasil, o livro foi publicado pela Companhia das Letras e o leitor que preferir comprar online está tendo que esperar um pouco mais do que o normal - pelo menos na Amazon, que promete entregar o livro para moradores de São Paulo que comprarem nesta quinta, 19, apenas entre os dias 26 e 1º de dezembro.

O único livro relacionado à Casa Branca que chegou perto desse número foi "Minha História", de Michelle Obama, um best-seller desde o lançamento, em 2018, com mais de 10 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro - só nas primeiras 24 horas, foram 725 mil exemplares.

Para se ter uma ideia, "Minha Vida", de Bill Clinton, vendeu 400 mil cópias na América do Norte no primeiro dia. "Momentos de Decisão", de George W. Bush's, cerca de 220 mil exemplares no período.

Por falar em presidentes americanos, chegou às livrarias brasileiras, pela Intrínseca, um pouco antes da vitória de Joe Biden, seu livro Promessa de Pai: Um Ano de Sofrimento, Esperança e Determinação. Sua história na presidência dos Estados Unidos, no entanto, está só começando e futuramente deve ser tema de outros livros.

Saindo do rol de biografias de políticos, o livro de maior sucesso no lançamento foi o 7º da saga Harry Potter: "Harry Potter e as Relíquias da Morte". Foram nada menos do que 8 milhões de cópias em um dia, em 2007.

O prefeito Alexandre Kalil, agradece e pede voto para Léo Burguês.


 

Eleições em BH: Jair Bolsonaro diz que 'não tem o poder de eleger Bruno Engler'



O candidato à PBH foi até Brasília nessa quarta-feira (11) para participar de uma transmissão ao vivo com o presidente


Eleições em BH: Jair Bolsonaro diz que 'não tem o poder de eleger Bruno Engler' |
Foto: Reprodução/Facebook
Por LUCAS HENRIQUE GOMES
12/11/20 - 16h02
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O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte Bruno Engler (PRTB) foi até Brasília nessa quarta-feira (11) para participar de uma live com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A transmissão ocorreu na página do chefe do Planalto, que apresentou alguns nomes de candidatos ao Executivo e ao Legislativo em algumas cidades e abriu espaço para que Engler apresentasse as suas ideias e propostas para Belo Horizonte. No vídeo, que até a tarde desta quinta-feira (12) tinha mais de 500 mil visualizações, Bolsonaro disse não ter o “poder de eleger o Bruno Engler em BH” e nem “prefeito em lugar nenhum”, mas pediu uma “força” para o aliado.

“Gostaria de estar fazendo campanha com alguns candidatos, mas fisicamente, ir lá, fazer comício, carreata, caminhada contigo, Bruno, mas não tenho meios para fazer isso aí. Estaria abandonando o meu serviço em Brasília. Tu sabe (sic) que todo dia é uma agonia, se você for prefeito também, você vai ver, apesar de ser bem pequeno em relação a Brasil o município de BH, todo dia você vai ter um problema. Eu não tenho o poder de eleger o Bruno Engler em BH, eu estou pedindo uma força para ele porque vai ser um aliado nosso, tá certo? Assim sendo, nós nos fortalecemos, nós (que eu digo) é o Brasil e o município. Eu não tenho poder então de eleger prefeito em lugar nenhum”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que “há uma diferença enorme” entre os pleitos municipais e aqueles que definem presidente, governadores, senadores e deputados. “(A eleição estadual e federal) mexe com muito mais gente e o interesse é muito maior, é uma partida de futebol e é a partida de fundo, o segundo jogo, então há um envolvimento maior”, comparou.


O chefe do Planalto afirmou ainda que algumas pessoas “acham que ao citar o nome dele (Bruno Engler) aqui, eu estou ajudando muito”. “Eu acho que ajudo pouco, colaboro pouco e quem acredita em mim, peço que acredite nos candidatos desses municípios”, concluiu o presidente antes de apresentar alguns postulantes a diversas prefeituras pelo país e, depois, alguns candidatos a vereadores.

Durante a transmissão, o presidente levantou alguns assuntos para que o candidato ao Executivo da capital mineira comentasse e apresentasse as respectivas propostas. Foi assim com a possibilidade de uma segunda onda de coronavírus, onde Engler afirmou que não fecharia a cidade, como também não obrigaria a população a tomar a vacina; os estragos causados pelas chuvas que, segundo o candidato, poderiam ser amenizados diante de desassoreamento dos rios. A descrença por parte deles em relação às pesquisas eleitorais também foi assunto da conversa e ambos disseram acreditar em um segundo turno na capital mineira.

“Tem muita gente apostando, ao ver pesquisa, que não haverá segundo turno em BH. Eu estou esperançoso que haja segundo turno e que o Bruno seja um dos dois a disputar. A gente zera o placar, tem o tempo de televisão e fazer uma disputa saudável para termos um prefeito a direita alinhado com o conservadorismo e com os valores familiares”, disse Bolsonaro. Engler afirmou que “tem uma grande chance” de ter segundo turno na capital mineira e também de ter “uma candidatura à direita alinhada ao presidente para tentar trazer uma verdadeira mudança para a cidade”.

Futebol e Praia

Durante a conversa, o presidente voltou a comentar sobre a situação dos times mineiros. Bolsonaro disse que o “América está bem na Copa do Brasil”. Sobre o Cruzeiro disse que o time está invicto após a chegada de Felipão, mas acha que “o torcedor da raposa não engoliu” o último empate do time contra o Guarani jogando no Mineirão. “Não vi o jogo não, mas tinha que ter ganho em casa, nada contra o Guarani, mas esperava uma vitória”, disse. Já quanto ao Atlético, Jair Bolsonaro disse que está bem e Engler afirmou que o time alvinegro luta pelo título.

Assim como fez em outra ocasião, Bolsonaro chegou a brincar sobre “prometer uma saída para o mar” em Belo Horizonte. “Você quer pelo Atlântico ou pelo Pacífico?” indagou o presidente ao candidato, que respondeu que daria mais trabalho fazer a saída pelo Pacífico.

Gafe

Apesar de citar por algumas vezes o número de Engler na disputa deste ano, ao encerrar a transmissão, Bolsonaro pediu o voto para o número 38, da legenda Aliança pelo Brasil, que ainda aguarda o aval da Justiça eleitoral para ser criado. O deputado estadual mineiro corrigiu o presidente e disse que só usaria o número “quando a Aliança ficar pronta”.

Kalil tem 62% e se aproxima de reeleição no 1º turno, diz DataTempo/Quaest


Candidato do PSD, prefeito mantém vantagem para outros candidatos faltando poucos dias para a eleição. João Vítor Xavier aparece em segundo, Áurea Carolina e Bruno Engler empatados em terceiro.
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Foto: Ramon Bitencourt
Por MARCELO DA FONSECA
12/11/20 - 06h00


Faltando três dias para a eleição municipal, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) manteve vantagem sobre os concorrentes e pode ser reeleito à Prefeitura de Belo Horizonte em primeiro turno. Os dados são da mais nova pesquisa DataTempo/Quaest, contratada pela Sempre Editora.

Kalil aparece com 62% das intenções de voto na pesquisa estimulada (em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados), seguido pelo deputado estadual João Vítor Xavier (Cidadania), que aparece em segundo lugar, com 7% das intenções. Em terceiro lugar, empatados com 4% das intenções de voto, estão a deputada federal Áurea Carolina (PSOL) e o deputado estadual Bruno Engler (PRTB).

Se considerados apenas os votos válidos – desconsiderando votos em branco e nulos –, o prefeito Kalil chega a 75,6% das intenções de voto, margem considerável para decidir a eleição já na primeira fase.


O levantamento foi feito entre os dias 8 e 10 de novembro, com 1.000 eleitores da capital mineira. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, considerando os resultados obtidos para o total da amostra. O intervalo de confiança é de 95%, ou seja, há probabilidade de 95% de o resultado do levantamento retratar o momento atual da corrida em BH.

De acordo com a pesquisa atual, Kalil mantém a tendência de crescimento em relação à última. No final de outubro, a DataTempo/Quaest constatou que o prefeito tinha 59% das intenções de voto; agora ele passou para 62%. João Vítor Xavier também cresceu na pesquisa, subindo de 5%, no mês passado, para 7%, neste levantamento. Bruno Engler e Áurea Carolina também cresceram nas intenções de voto, passando de 3% para 4%.

Cinco candidatos à Prefeitura de BH tiveram 1% das intenções de voto no levantamento feito nesta semana: Professor Wendel Mesquita (Solidariedade), Rodrigo Paiva (Novo), Nilmário Miranda (PT), Luísa Barreto (PSDB) e Lafayette Andrada (Republicanos).

Outros seis candidatos não alcançaram nem 1 ponto nas intenções de voto: Cabo Xavier (PMB), Marília Domingues (PCO), Wadson Ribeiro (PCdoB), Marcelo Souza e Silva (Patriota), Fabiano Cazeca (PROS) e Wanderson Rocha (PSTU). Segundo a pesquisa, 10% afirmaram que vão votar em branco ou anular o voto e outros 8% ainda não sabem em quem votar.



Pesquisa espontânea

No levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, o prefeito Kalil mantém uma vantagem considerável sobre os adversários na briga pela PBH, indicando a possível vitória já no primeiro turno.

Nesse tipo de pesquisa, é possível verificar claramente quão firmes são os votos dos entrevistados.

Kalil é a opção de 57% dos entrevistados, seguido de João Vítor Xavier, em segundo lugar, com 4%, e Bruno Engler e Áurea Carolina, com 3% das intenções espontâneas de voto. Nesse cenário, Nilmário Miranda aparece na quarta colocação, citado por 1% dos entrevistados. Rodrigo Paiva e Luísa Barreto também foram lembrados, mas não alcançaram 1% na pesquisa. A soma de todas as citações de outros candidatos dá 1%.

Nesse levantamento, o percentual de pessoas que não sabem em quem votar aumenta significativamente, com 21% dos participantes não citando ninguém. Outros 11% dos entrevistados afirmaram que vão anular ou votar em branco.

Maioria dos eleitores já decidiu o voto

O levantamento DataTempo/Quaest perguntou aos eleitores se eles bateram o martelo em relação à escolha sobre em quem votar para prefeito em Belo Horizonte, e 77% afirmaram já ter uma decisão definitiva. Outros 23% disseram que podem mudar o voto nos últimos dias. A pesquisa mostra que, entre os eleitores de Kalil, 81% estão totalmente decididos sobre o voto, enquanto 19% ainda podem mudar.

Já entre os que citaram a preferência pelo deputado João Vítor, segundo colocado na pesquisa, 57% estão decididos sobre o voto, e 43% podem mudar a opção até a eleição. Para os participantes que declararam voto na deputada Áurea Carolina, 71% não veem chance de mudar o voto, e 29% podem optar por outro candidato.

Considerando os eleitores de Bruno Engler, 79% definiram voto no deputado estadual e não devem mudar, e outros 21% podem escolher outro nome. Entre os que decidiram votar em branco ou anular, 87% afirmaram que, com certeza, não vão escolher nenhum candidato.



Acompanhe ao vivo, no dia 15 de novembro, a apuração e o resultado das eleições 2020 em Belo Horizonte. Ou comece a busca por sua cidade em na lista de estados do Brasil.

Guedes: prorrogação do auxílio se houver 2ª onda não é possibilidade, é certeza


Ministro disse que, se for necessária a prorrogação, a ideia é que o país gaste menos do que no primeiro enfrentamento da pandemia
Por ESTADÃO CONTEÚDO
12/11/20 - 12h36
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Ministro da economia confirma prorrogação do benefício caso seja necessário

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil



O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo prorrogará o auxílio emergencial, caso haja uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil. "Prorrogação do auxílio emergencial se houver segunda onda não é possibilidade, é certeza. Se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar auxílio emergencial", afirmou.

Segundo o ministro, essa não é a expectativa, mas é previsto pela equipe econômica como uma contingência. "O plano A para o auxílio emergencial é acabar em 31 dezembro e voltar para o Bolsa Família. A pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação do auxílio emergencial não é nossa hipótese de trabalho, é contingência", completou.

Em evento virtual organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Guedes disse que, se for necessária a prorrogação, a ideia é que o país gaste menos do que no primeiro enfrentamento da pandemia. "Ao invés de gastar 10% do PIB, talvez gastemos 4%", completou. "O Brasil vai furar as duas ondas, estamos saindo do lado de lá".

Guedes voltou a dizer que o plano da equipe econômica era que o auxílio emergencial "aterrissasse" no Bolsa Família ou Renda Brasil, o que ainda está em estudo. "Politicamente, o programa Renda Brasil não foi considerado satisfatório pelo presidente. No meio da eleição, não era hora de ter essa discussão", completou.

O ministro afirmou que o valor do auxílio emergencial, que foi inicialmente de R$ 600, ficou acima do que ele esperava, que era de até R$ 400. Para Guedes, os R$ 600 podem ter sido um "exagero", mas ele disse não se arrepender porque o benefício foi importante para a reação da economia.

Ameaça de 'caos social'

Guedes disse também que o Brasil passou por uma ameaça de "caos social", que não ocorreu porque não houve desabastecimento de produtos nas prateleiras dos supermercados. "Brasil resistiu porque o campo seguiu produzindo e rede de supermercados manteve a população abastecida nesse período. As redes de supermercados mantiveram a economia em funcionamento", afirmou.

O ministro voltou a dizer que a economia está voltando com força "como um urso que estava hibernando".

Ele afirmou que a arrecadação de impostos neste mês está "extraordinária", assim como outros indicadores antecedentes. "Mesmo sendo otimista, me surpreendeu a velocidade com que a economia brasileira está voltando", completou.

Vídeo de Kalil para seu líder de governo parece não incomodar outros vereadores


Léo Burguês (PSL) ganhou o apoio público do prefeito de Belo Horizonte, diferentemente de outros parlamentares, inclusive do PSD


Alexandre Kalil demonstrou ao gratidão ao trabalho feito por seu líder na CMBH |
Foto: Uarlen Valério / O Tempo
Por GABRIEL MORAES
10/11/20 - 10h26
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O líder de governo na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), vereador Léo Burguês (PSL), candidato à reeleição, ganhou nesta semana um apoio público importante: o do prefeito Alexandre Kalil (PSD), através de um vídeo divulgado nas redes sociais. Apesar de apenas tal parlamentar ter sido agraciado com o gesto, a situação não parece ter gerado desconforto entre a base.

No vídeo, Kalil demonstra gratidão por tudo que Burguês fez nesses quatro anos de mandato. "Olha, gente. Eu não posso me furtar nesse momento de agradecer ao Léo Burguês. Ele foi o meu líder durante todo o meu mandato, foi um defensor dessa prefeitura. E se tem um cara que me ajudou como se fosse um secretário, que me ajudou muito na prefeitura, é o Léo Burguês. Então, Léo, eu não posso me furtar de te agradecer, pedir à população que vote em você. Porque seria de uma ingratidão muito grande. Boa sorte, boa caminhada, um beijo no seu coração e que Deus te abençoe", disse o atual mandatário.

Em contato com O TEMPO, Léo Burguês avaliou a atitude como algo normal, pois Kalil pode fazer isso para qualquer pessoa. "Ele me falou que faria para quem pedisse para ele, e eu pedi", explicou.


Segundo o vereador e também candidato à reeleição Irlan Melo, do mesmo partido de Kalil, não há problema algum nisso, já que o líder ajudou a prefeitura na CMBH. "Ele está certíssimo. Porque se tem uma pessoa que trabalhou do lado dele esses quatro anos, é o Léo. Inclusive, eu fui uma das pessoas que sugeriu o nome do Léo Burguês para líder de governo, porque é uma pessoa que já era experiente, tinha passado pelo Gilson Reis, que foi um fiasco. Eu sou testemunha do tanto que ele trabalhou a favor do governo", afirmou.

"O que eu sei é que ninguém pediu pro Kalil fazer vídeo. Nós pedimos para que ele pudesse fazer um vídeo pedindo voto para a legenda. Isso é o que eu sei. Agora, o fato dele ter gravado para o Léo, na minha opinião, foi muito nobre da parte dele", completou Melo.

Também vereador pelo PSD, Autair Gomes compartilha da mesma opinião do colega. De acordo com o político, não há saia justa quando o prefeito demonstra apoio a uma pessoa que o ajudou, mesma ela não sendo de seu partido e não fazendo o mesmo para outros membros da coligação.

"Eu acho que o prefeito está dando o retorno daquilo que o líder fez. Ele (Burguês) conseguiu carregar a base e conseguiu apoio para votar no prefeito. Eu não acho que ele (Kalil) está errado, pois o líder foi o grande articulador do governo", opinou Gomes.

Manutenção na liderança

Perguntado pela reportagem se manteria Léo Burguês como líder de governo na Casa, Alexandre Kalil respondeu que ainda é cedo para tomar uma decisão. "Está cedo. É líder de que governo? Nós não sabemos quais vereadores serão eleitos", disse.


"Eu sou um cara muito leal, sabe? E eu não tenho medo dessas coisas. Eu acho o seguinte: se tiver alguma coisa, deveria ter aparecido. É muita coincidência um negócio ficar anos e anos parado e de repente aparece faltando um mês para a eleição", afirmou o prefeito.

"Eu não sou ingrato. Não sou covarde, não tenho medo. Agora, se tiver, que apareça, que, se tiver, que seja punido e ponto final. Não me cabe julgar ninguém, não me cabe prender ninguém e não me cabe absolver ninguém. O que eu fiz foi um ato de gratidão que é típico da minha personalidade", concluiu Kalil, mencionando o tal vídeo de apoio.